SBAC lança seu manisfesto em apoio aos analistas clínicos. PDF Imprimir E-mail
Postado por Mário Martinelli Júnior   
segunda, 12 de fevereiro de 2007

Há tempos a comunidade laboratorial do Brasil vem sendo achacada pela política de saúde predatória deste e de outros governos. A criação de um sistema que preza pela autofagia do sistema ....

 

Há tempos a comunidade laboratorial do Brasil vem sendo achacada pela política de saúde predatória deste e de outros governos. A criação de um sistema que preza pela autofagia do sistema público e que privilegia apenas os grandes centros de saúde vem provocando a derrocada de laboratórios com longa história de vida. Alguns com mais de 20 anos e que, não por incompetência, mas por falta direta de recursos provenientes dos serviços prestados e por se verem obrigado a servir um sistema único de saúde que não reajusta suas tarifas há doze anos, doze longos anos, sendo que todos os custos quase que quadruplicaram, forçando-os a fecharem as portas por decidirem não ofertar um serviço que vá de encontro ao seu juramento profissional. Optaram assim, pela ética, pela decência profissional e não pelo mercantilismo, o que parece ser a tônica de um governo que visa apenas seus próprios custos deixando todo o mercado à mercê dos ventos da competição, em muitos casos ilegal.


Não estamos falando de um tipo de empresa qualquer, sem desmerecer qualquer outro, mas sim estamos falando de empresas ligadas diretamente à saúde, à vida humana, e de cuja qualidade profissional, técnica e diagnóstica pode significar salvar vidas, melhorar a qualidade da saúde da população em geral e reduzir substancialmente custos de produtividade para toda a economia brasileira.


A SBAC tem feito seu papel. Mesmo tendo por seu principio ser uma sociedade de conhecimento tem criado mecanismos e meios como assessorias de gestão e jurídica, seus congressos e eventos, mas e, sobretudo apoiando seus 12000 associados e, em conjunto, abraçando a causa laboratorial pela defesa deste setor abandonado pelo governos, independente de suas esferas.


Somente nos dois últimos anos, duas visitas foram feitas a ministros de estado da saúde e a estes foi entregues, um conjunto de estudos econômicos que demonstra claramente a preocupação com os pagamentos efetuados pelo SUS em todo o Brasil e a preocupação com a sobrevivência das empresas, mas, sobretudo com a qualidade do serviço prestado à população brasileira em geral. Infelizmente, destas visitas, nenhum resultado prático foi gerado por parte dos ministros.


A reunião corporativa tem se mostrado importante, fato é que estamos juntos, reunidos aqui na Bahia com um forte objetivo comum. Mas, não podemos ficar apenas na base da conversa fiada de alguns políticos que visam votos em seus interesses e não a real defesa dos nossos.


A preocupação com o assistencialismo tem sido uma forte tendência deste governo, mas exigir sem retribuição, no mínimo justa é fazer trato de negócio tendencioso, prejudicial, predatório e autofágico visando benefício apenas para um dos lados.


Lamentavelmente esta é a postura do governo brasileiro, ontem e hoje. Esperamos que mude. Honestamente quem sairá ganhando com isso será a população brasileira como um todo. Por isso mesmo, em nome de uma Sociedade que congrega mais de 12000 sócios em todo o Brasil, que realiza um congresso que mobiliza mais de 30000 pessoas e que juntos movimentam uma parcela significativa do PIB, mas que, sobretudo presta um serviço heróico a população brasileira quase que vivendo em crise comparável apenas aos difíceis tempos da guerra onde se trabalhava por amor a profissão e a pátria amada Brasil, conclamamos a todos os profissionais que unam-se à esta causa e busquemos providências junto.
 
Ass.:
SBAC - Sociedade Brasileira de Análises Clínicas

  



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