SUS pode ter agências regionais PDF Imprimir E-mail
Postado por Mário Martinelli Júnior   
quinta, 12 de abril de 2007

Descentralização faz parte de novo modelo estudado pelo ministério

SUS pode ter agências regionais 

Descentralização faz parte de novo modelo estudado pelo ministério

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, estuda reformular o Sistema Único de Saúde (SUS) com a criação de agências regionais, que teriam autonomia financeira e controle sobre a qualidade dos serviços. O novo modelo está descrito em documento, ao qual o Estado teve acesso, entregue recentemente a Temporão. Fortaleza, Belo Horizonte, Florianópolis e Porto Alegre foram sugeridas para testar a "experiência em gestão de saúde por resultados". A pedido do ministro, o estudo foi desenvolvido no Rio sob coordenação do médico e pesquisador Hesio Cordeiro, ex-presidente do Inamps, atualmente professor da Universidade Estácio de Sá e da Cesgranrio. A proposta, que será debatida por comissões de gestores do SUS nos Estados e municípios, inspira-se nas experiências do Reino Unido, Canadá e Portugal - que, como o Brasil, têm sistema público universal. Cada "agência" seria responsável por uma região sanitária, com território definido e população entre 200 mil e 300 mil pessoas. "Seriam similares às agências, com natureza pública e não necessariamente estatal", disse Cordeiro. O modelo prevê a separação entre a gestão do sistema, que ficaria a cargo das autoridades sanitárias, e a gestão da operação - que caberia à rede de hospitais e unidades de saúde, públicos ou privados. As duas pontas assinariam convênios de gestão. Os novos administradores regionais teriam autonomia para assegurar e fiscalizar, com avaliadores externos, o cumprimento de metas. Os contratos de gestão mais bem avaliados seriam premiados. Os usuários receberiam a prestação de contas e teriam o grau de satisfação medido. Outra idéia é transformar em prioritárias ações de atenção básica, como o Programa Saúde da Família. Elas consomem 17% dos recursos do ministério, ante 45% de ações de média e alta complexidade. Controle do álcoolOntem, após participar de uma audiência na Câmara, em Brasília, o ministro Temporão defendeu a restrição do horário de propagandas de bebidas alcoólicas no rádio e na TV e um controle rígido do conteúdo das peças publicitárias. A idéia é evitar que a propaganda tenha como público-alvo crianças e o tratamento inadequado dado às mulheres.O discurso do ministro encaixa-se nas reivindicações de organizações que lutam pela prevenção do alcoolismo no País. Pelas últimas projeções, mais de 10% da população brasileira é alcoólatra.

Temporão afirmou que, nos próximos dias, conversará com o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo, sobre a resolução que a agência vem preparando sobre o tema. (O Estado de São Paulo)




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