Temporão defende CPMF, mas setor cobra aprovação da EC 29 PDF Imprimir E-mail
Postado por Mário Martinelli Júnior   
quinta, 20 de setembro de 2007

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, voltou a defender a prorrogação da CPMF

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, voltou a defender a prorrogação da CPMF, alegando que, caso o tributo não seja mantido, o setor de Saúde pode entrar em colapso. Segundo o ministro, 40% da arrecadação prevista este ano com a tarifa será investida integralmente na saúde. A oposição à matéria, no entanto, vem de onde menos se esperava: os parlamentares ligados à saúde ameaçam não votar a CPMF, enquanto a regulamentação da Emenda Constitucional 29 não for votada.

Temporão alegou que "(a aprovação do projeto da CPMF na Comissão Especial) é uma boa notícia, é importante para a saúde. Este ano, a totalidade dos recursos que o Ministério vai repassar para a realização de cirurgias, transplantes, hemodiálise, pagamento de leitos em UTI vêm da CPMF, então é fundamental a manutenção", declarou.

 

 

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, voltou a defender a prorrogação da CPMF, alegando que, caso o tributo não seja mantido, o setor de Saúde pode entrar em colapso. Segundo o ministro, 40% da arrecadação prevista este ano com a tarifa será investida integralmente na saúde. A oposição à matéria, no entanto, vem de onde menos se esperava: os parlamentares ligados à saúde ameaçam não votar a CPMF, enquanto a regulamentação da Emenda Constitucional 29 não for votada.

Temporão alegou que "(a aprovação do projeto da CPMF na Comissão Especial) é uma boa notícia, é importante para a saúde. Este ano, a totalidade dos recursos que o Ministério vai repassar para a realização de cirurgias, transplantes, hemodiálise, pagamento de leitos em UTI vêm da CPMF, então é fundamental a manutenção", declarou.

O ministro acredita que a matéria também será aprovada, também, pelo Senado. "Estou confiante de que a sensibilidade dos senadores mantenha esse imposto. Os R$ 16 bilhões da CPMF este ano serão repassados para o Ministério, e esse dinheiro é todo usado no que nós chamamos de média e alta complexidade".

O tributo também foi defendido, ontem, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que abriu a possibilidade de o governo reduzir a alíquota da CPMF de 0,38% para 0,36% a partir do próximo ano. Para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prorroga o "imposto do cheque" e a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até 2011, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) convocou sessões extraordinárias a partir de hoje.

Mantega, no entanto, não quis avançar no percentual que poderia ser cortado, mas a especulação é que a proposta discutida pelo governo na semana passada, de corte de 0,02% ao ano. A alteração da alíquota não viria no texto da PEC porque seria necessário cumprir noventena, o que provocaria uma pausa na arrecadação a partir de 1º de janeiro de 2008. A sinalização de redução da alíquota visa ganhar apoios dentro da própria base aliada. Chinaglia sinalizou ontem ao governo a necessidade de mudanças. "Há uma preocupação da sociedade com a carga tributária, já percebi inclusive entre os deputados da base que não ficariam totalmente satisfeitos de manterem a posição do governo e chegar ao Senado e ter alterações na alíquota". O objetivo é negociar já na Câmara a proposta, para que a PEC não tenha de voltar do Senado para apreciação dos deputados em um momento posterior.

A CPMF deixa de ser cobrada em 1º de janeiro de 2008 caso o Congresso não aprove a prorrogação até o final desse ano. É com esse prazo que trabalha a oposição, em especial o DEM, para derrubar a proposta. Os oposicionistas usarão a Câmara como resistência e esperam conseguir segurar por mais um mês a proposta na Casa. Na base aliada, a perspectiva é de concluir a votação na Câmara na próxima semana.
Se na Câmara a conquista de 308 votos favoráveis é possível, o governo não tem hoje maioria constitucional no Senado, onde são necessários 49 votos para aprovar a PEC. Para o primeiro vice-presidente da Casa, Tião Viana (PT-AC), o governo teria menos votos do que os 46 que pouparam o mandato do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) na semana passada. "Os votos do Renan não são os mesmos da CPMF, não há vinculação". Nas contas de Viana, haveria hoje, no máximo, 41 votos favoráveis no Senado, sendo que são necessários 49 em dois turnos. Ele acredita que uma eventual licença de Calheiros do cargo não facilitaria a votação. "Está muito difícil a CPMF, não só para o Renan, mas para o governo".

EC 29
A proposta de regulamentação da EC 29 deve ser apresentada pelo ministro José Gomes Temporão até o final dessa semana. A medida seguirá junto com as propostas defendidas para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde, que pode ser lançado no final do mês. "Estamos discutindo a possibilidade de um esforço do governo federal para colocar recursos adicionais, que eu proponho que estejam vinculados ao PAC Saúde, inovando nos mecanismos de repasses a Estados e Municípios", afirmou Temporão.
O ministro propõe que os novos recursos sejam transferidos através de um contrato que permita maior fiscalização da aplicação e controle dos gastos. (Boletim Política & Poder – Saúde Suplementar / DF)




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