| Profarma é renovado e tem prazo estendido até 2012, com orçamento de R$ 3 bilhões. |
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| Postado por Mário Martinelli Júnior | ||||
| sábado, 27 de outubro de 2007 | ||||
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Profarma é renovado e tem prazo estendido até 2012, com orçamento de R$ 3 bilhões. O Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva Farmacêutica - Profarma, criado no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, estava com os dias contados. Sua vigência original era até dezembro de 2007. Agora, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou sua renovação e o que estava perto de se tornar extinto agora “passa a operar com um horizonte de mais longo prazo”. O novo programa foi batizado de Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde. Dessa forma, inclui, também, os segmentos de equipamentos médicos, materiais, reagentes e dispositivos para diagnóstico, hemoderivados, imunobiológicos, intermediários químicos e extratos vegetais para fins terapêuticos, princípios ativos farmacêuticos e medicamentos para uso humano.
O BNDES vai disponibilizar recursos da ordem de R$ 3 bilhões no período, o dobro do que foi desembolsado pelo mesmo mecanismo nos três anos e meio de vigência do Profarma, com o objetivo de garantir maior eficiência e competitividade do programa. A principal novidade do projeto está na criação do Profarma Exportação e do Profarma Produtores Públicos, que reúne os laboratórios públicos produtores de medicamentos, vacinas, hemoderivados, reagentes e dispositivos para diagnósticos. O Brasil tem 18 laboratórios oficiais integrados à Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) e produtores de vacinas, como Bio-Manguinhos, Instituto Butantan e Tecpar. O governo pretende estimular a produção nacional do setor e reduzir a dependência externa. O déficit comercial na balança do setor, acumulado pelo Brasil, chega a US$ 5 bilhões, e inclui medicamentos, princípios ativos e equipamentos. A política industrial para o setor estima que, em quatro anos, é possível reduzir o valor em 40%. O poder de compra do governo é a base do programa, que no caso da União, chega a US$ 3 bilhões, anualmente. No caso dos hemoderivados, todos os medicamentos são comprados de três empresas que ficam fora do Brasil, o que significa uma dependência de 100%. De acordo com José Gomes Temporão, ministro da saúde, para tentar reduzir o déficit comercial, o programa vai atingir dois extremos: doenças negligenciadas por laboratórios comerciais ou com alta disseminação entre a população (como esquistossomose, no primeiro caso, e hipertensão e diabetes no segundo) e apoio à pesquisa e inovação, incluindo o desenvolvimento de novas vacinas. O financiamento direto ao combate dessas doenças começará em 2009, depois que o BNDES, em parceria com o Ministério da Saúde e do setor, formar uma rede de articulação entre os 18 laboratórios públicos do País. A idéia é reunir e otimizar a produção de medicamentos e vacinas de maneira mais produtiva que a atual. O BNDES e o Ministério da Saúde estão criando um termo de cooperação para constituir as regras básicas de como será a parceria entre as partes para incentivar o desenvolvimento e produção local de princípios ativos e medicamentos estratégicos para a política de saúde no Brasil por parte dos laboratórios públicos e privados. Ano passado, a importação de produtos como insulina, interferon, fatores coagulantes para hemofílicos, remédios para doenças como malária, leishmaniose, tuberculose e dengue, entre outras, custou US$ 2,9 bilhões. As vacinas e 100% da insulina consumida no Brasil são compradas no exterior. Pedro Palmeira, chefe do Departamento de Produtos Intermediários, Químicos e Farmacêuticos do BNDES, explicou que o objetivo do novo Profarma não é "quebrar patentes", mas reduzir a dependência do Ministério da Saúde das compras internacionais, apoiando, com seu poder de aquisição, os laboratórios locais, públicos e privados. "Será preciso otimizar esses laboratórios para funcionarem como uma rede”. O BNDES terá prazo de um ano para elaborar um diagnóstico e criar uma estratégia de ação, apoiado pela Alfob e de uma consultoria externa, que irá orientar seus técnicos. Depois de passar por essas etapas, o banco, junto com ministério, irá trabalhar para melhorar a gestão dos laboratórios e seus sistemas de garantia de qualidade com desembolso de recursos não-reembolsáveis. No lado privado, a demanda levou o BNDES a prever mais recursos. De maio de 2004 até agora, o banco desembolsou R$ 1 bilhão para o setor a partir desta linha. "O setor farmacêutico foi escolhido como um dos alvos da política industrial", lembrou Palmeira. Os custos do financiamento foram reduzidos: o spread caiu de 3% ao ano para 1,5% ao ano para grandes empresas e o prazo de amortização aumentou para até 10 anos, com carência de até três anos. O sucesso do novo programa será garantido, segundo Palmeira, pela associação entre o Ministério da Saúde e o BNDES. "O ministério entra exercendo seu poder de compra e o banco apoiando o desenvolvimento de medicamentos amplos com conteúdo tecnológico e estratégico do ponto de vista da saúde do brasileiro". Destacou ainda, que a estratégia não exclui os laboratórios privados. "O escopo maior do programa é fortalecer a indústria privada nacional, tornando-a competitiva no mercado global." O orçamento do novo Profarma, estendido até 2012, soma R$ 3 bilhões. Subprogramas Profarma
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